Chegando na cidade, atravesse a ponte. As roupas que foram lavadas ficam penduradas logo ali, na beira do rio mesmo. Vá andando, mas não precisa andar muito, logo `a direita você vai ver o mamoeiro, com os maiores mamões desse mundo! Aproveita, já estão quase maduros. A vida no interior tem outro ritmo então não precisa ter pressa pra aproveitar o passeio. Vá seguindo pelo rio. De longe, pode-se avistar palmeiras bem altas, é onde fica a vila com casas rosas e azuis e a plantação de banananeiras. Se chegar na hora certa, você vai encontrar, sentado nas pedras do rio, o pescador – acho que hoje foi dia de um belo dourado! Esse pessoal adora conversar, se der trela você vai ouvir um monte de histórias sobre a natureza com aquele sotaque encantador! Depois de um belo almoço com toda aquela comida caseira, a sombra de uma árvore qualquer e a paisagem de idílio convidam os namorados a se sentarem abraçadinhos. Com o sol a pino, só os cactos agüentam esse calor! Mas vale a pena depois conhecer lá para os lado das colinas sempre verdinhas, onde tem também outra vila. É a paisagem com touro que chama a atenção de quem passa, aquele baita zebu, no meio da praça! Deve ser por isso que tem cerca pra todo lado. Mas interior tem dessas cenas inesperadas mesmo. E se, depois desse passeio, você ainda não estiver certo de que a vida no interior é cheia de cores, movimentos e sabores, vá até o lago, onde as montanhas tem a cor das águas e as águas de céu. E a vegetação é exuberante, cada planta um formato. Tem palmeiras, epífitas e aquáticas e as paineiras estão em flor. E uma vez estando lá, você vai achar que entrou no sonho de alguém. Que essa calma e essas cores fazem parte da mente criativa de um artista. Bom, isso é verdade. A vida caipira é assim, tem outro tempo, tem outro ritmo e muito mais cor! E Tarsila me faz lembrar de tudo isso!