Quando eu lembro me divirto: acho que é uma das minhas lembranças mais antigas da praia. Há muitos anos atrás, a praia de Barêqueçaba (São Sebastião – SP) era bem diferente. Na minha cabeça de criança ela era tão linda quanto `a praia vizinha – Guaecá. Na parte de cima da praia, longe do mar, onde a água quase nunca chega e começa a vegetação rasteira, tinha aquela areia branquinha e fofinha. Eu adorava caminhar por ali porquê a temperatura era mais quente, na verdade queimava o pé, só dava pra andar sem havaianas no final da tarde. Era quando eu e minha irmã virávamos caçadoras de caranguejo maria-farinha. A estratégia era a seguinte: (1) armar-se de um côco verde largado por algum turista no chão, ou melhor, dois deles; (2) ir andando e procurando buracos na areia; porém era importantíssimo olhar atentamente para diferenciar entre os buracos-de-guarda-sol x buracos-de-caranguejo-farinha; (3) depois de achar o buraco certo, esperar pacientemente por algum movimento de dentro da toca – paciência de criança tem limite um tanto curto; (4) quando o caranguejo tentar sair da toca, levantar o côco o máximo que der, mirar e acertar no caranguejo! Bem simples, bem cruel… espero não ter matado nenhum, não lembro… só sei que lá os caranguejos já eram faz tempo e não foi por que haviam muitas criancinhas cruéis matando-os com côcos. Mas em Guaecá, quando há poucas pessoas na praia, um deles ainda chega perto do pé, quando você menos espera.
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quarta-feira, 29 de novembro de 2006
Ocypode quadrata
Quando eu lembro me divirto: acho que é uma das minhas lembranças mais antigas da praia. Há muitos anos atrás, a praia de Barêqueçaba (São Sebastião – SP) era bem diferente. Na minha cabeça de criança ela era tão linda quanto `a praia vizinha – Guaecá. Na parte de cima da praia, longe do mar, onde a água quase nunca chega e começa a vegetação rasteira, tinha aquela areia branquinha e fofinha. Eu adorava caminhar por ali porquê a temperatura era mais quente, na verdade queimava o pé, só dava pra andar sem havaianas no final da tarde. Era quando eu e minha irmã virávamos caçadoras de caranguejo maria-farinha. A estratégia era a seguinte: (1) armar-se de um côco verde largado por algum turista no chão, ou melhor, dois deles; (2) ir andando e procurando buracos na areia; porém era importantíssimo olhar atentamente para diferenciar entre os buracos-de-guarda-sol x buracos-de-caranguejo-farinha; (3) depois de achar o buraco certo, esperar pacientemente por algum movimento de dentro da toca – paciência de criança tem limite um tanto curto; (4) quando o caranguejo tentar sair da toca, levantar o côco o máximo que der, mirar e acertar no caranguejo! Bem simples, bem cruel… espero não ter matado nenhum, não lembro… só sei que lá os caranguejos já eram faz tempo e não foi por que haviam muitas criancinhas cruéis matando-os com côcos. Mas em Guaecá, quando há poucas pessoas na praia, um deles ainda chega perto do pé, quando você menos espera.
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